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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Bebidas isotônicas e energéticas podem ser ingeridas por crianças e adolescentes praticantes de atividade física?



 Não. A ingestão de bebidas energéticas apresenta riscos potenciais para a saúde principalmente devido ao conteúdo estimulante e, portanto, não são apropriados para crianças e adolescentes praticantes de atividade física. Esta é a orientação do Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria (CNAAP) e o Conselho de Medicina do Esporte e Fitness (CMEF), que realizaram uma revisão exaustiva da literatura entre 2000 a 2009.

Além disso, eles sugerem que a ingestão rotineira de bebidas isotônicas por crianças e adolescentes deve ser evitada ou restrita. A ingestão destas bebidas pode levar ao consumo excessivo de calorias e um risco aumentado de sobrepeso e obesidade, bem como a erosão dental.

As erosões dentárias causadas por essas bebidas são as principais consequências e motivo de preocupação para a saúde de crianças e adolescentes. O estudo de Bartlett e colaboradores demonstrou que a erosão do esmalte dental ocorreu em 57% entre a idade de 11 a 14 anos. A maioria dessas bebidas apresenta um pH ácido (pH 3-4), sendo este fator associado com a desmineralização do esmalte do dente.

Os pesquisadores observam que os atletas pediátricos podem se beneficiar do uso de bebidas isotônicas, contendo carboidratos, proteínas e eletrólitos. No entanto, para a maioria das crianças praticantes de atividade física de rotina, substituir a água por bebidas isotônicas para hidratação geralmente é desnecessário.
 Outro estudo avaliou 78 adolescentes e demonstrou que 56,4% usavam bebidas isotônicas e 42,3% consumiram bebidas energéticas frequentemente. Segundo os autores desta pesquisa, as razões que levavam o consumo dessas bebidas pelos adolescentes incluíam o sabor, sede e energia extra para melhorar o desempenho no esporte. Os pesquisadores também descobriram que os adolescentes não sabiam a diferença entre bebidas isotônicas e energéticas, além de confundirem a função dessas bebidas.

Em conclusão, de acordo com o CNAAP e o CMEF, as bebidas isotônicas podem ter um papel importante e específico na dieta de atletas jovens que estão envolvidos em esportes vigorosos e prolongados, principalmente para reidratar e repor os carboidratos, eletrólitos e água perdidos durante o exercício. No entanto, a confusão sobre a diferença entre as bebidas isotônicas e energéticas pelos jovens pode levar à ingestão acidental de bebidas energéticas quando seu objetivo é simplesmente para reidratar e repor os carboidratos, eletrólitos e água com bebidas isotônicas. O uso das bebidas energéticas no lugar de bebidas isotônicas para a reidratação pode resultar em ingestão de quantidades potencialmente grandes de substâncias estimulantes, como a cafeína ou outros, afetando a saúde de crianças e adolescentes.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Bebidas com adoçantes artificiais podem causar ganho de peso?


Um estudo prospectivo que acompanhou 166 crianças em idade escolar durante um ano descobriu que o aumento do consumo de refrigerantes com adoçantes artificiais está associado com a elevação no IMC (índice de massa corporal). Outro grande estudo que envolveu 11.654 crianças de 9 a 14 anos também relatou associação positiva entre refrigerantes diet e ganho de peso, em que para cada dose diária da bebida diet foi encontrado o aumento de 0,16 kg/m2 no IMC.

Evidências também mostram que tanto a ingestão de refrigerantes diet ou com açúcar estão associados com o aumento da ingestão calórica diária total, foi o que concluiu o estudo realizado pelo National Institute of Health (NIH), Estados Unidos. Este trabalho acompanhou 2.371 meninas com idade entre 9 a 19 anos durante 10 anos, no entanto, a correlação entre refrigerante dietético e IMC não foi significativa.

Estudos que buscaram investigar a perda de peso em indivíduos com sobrepeso ou obesidade com o uso de adoçantes artificiais não encontraram resultados satisfatórios. Um ensaio clínico controlado e randomizado, que substituíram bebidas adoçadas com açúcar por bebidas com adoçantes artificiais, não foi capaz de diminuir o IMC após 25 semanas de substituição.

Pesquisadores também vêm descobrindo que a ingestão de aspartame pode estar associada com o aumento do consumo total de energia, sugerindo uma maior compensação das calorias reduzidas.

Estudos experimentais descobriram que quanto maior o consumo de alimentos de sabor doce, tanto fornecido pelo açúcar quanto por adoçantes artificiais, podem levar ao aumento do apetite. Evidências também sugerem que o aspartame pode, de alguma forma ainda não esclarecida, aumentar a fome e/ou consumo de energia, resultando em maior ingestão calórica e aumento de risco para obesidade. Estes estudos apresentam a hipótese de que existe uma compensação entre o gosto doce e o conteúdo calórico. 
No entanto, os resultados ainda são inconclusivos.

Está bem esclarecido que o açúcar oferece grande quantidade de carboidratos, que são rapidamente absorvíveis e levam à ingestão excessiva de calorias, conseqüentemente ao ganho de peso. Portanto, é necessária a restrição do seu consumo do açúcar. No entanto, a sua substituição por adoçantes artificiais deve ser cautelosa. Embora ainda não esteja completamente claro o papel das bebidas diet no peso corporal, os estudos sugerem que haja limitações quanto ao seu consumo, para que não haja compensação através do aumento no consumo de outros alimentos de alto teor calórico.